Primeiro Capítulo A Casa de Hades

  Hey jujubas, trago boas novas.
 O grupo da Máfia dos Livros andou traduzindo... assim... simplesmente o primeiro capítulo de A Casa de Hades! Sim, senhoras e senhores, todos podem pular de felicidade!! Só que... temos um probleminha.
 Há duas discussões que eu ando acompanhando sobre este capítulo, uma de que ele é realmente o oficial, outra que foi simplesmente um fã super mega hiper dotado de conhecimentos sobre o tipo de escrita do tio Rick (que cá entre nós é muito difícil de ser copiado).  A que defende que ele é real, é a que diz que foi lançado junto de "O Filho de Sobek".
 Mas enfim, tirem suas próprias conclusões, jujuba, enquanto lê o primeiro capítulo de A CASA DE HADES!!!


"HAZEL

  Durante o terceiro ataque, Hazel quase comeu uma pedra. Ela estava olhando o nevoeiro, perguntando como ele poderia ser tão difícil de voar através de uma cordilheira estúpida, quando o alarme do navio soou.
  ‘’Porta difícil!" Nico gritou do mastro do navio voador.
   Voltando para o leme, Leo girou o mastro. O Argo II desviou para a esquerda, os seus remos flutuantes cortando através das nuvens, como linhas de facas.
   Hazel cometeu o erro de olhar sobre o parapeito. Uma forma esférica escura estava sendo arremessada em sua direção. Ela pensou: porque a lua está vindo até nós? Ela gritou e bateu no convés. A enorme pedra passou tão perto da cabeça dela, que chegou a soprar seu cabelo.

   CRACK!

   O mastro desabou – Nico, vela e mastro, tudo caindo sobre o convés. A pedra, aproximadamente do tamanho de uma picape, caiu para a névoa como ela tivesse negócios importantes em outros lugares.
   "Nico!" Hazel rolou na direção dele enquanto Leo diminuía o nível do navio.
   "Eu estou bem," Nico murmurou, chutando dobras de lona para longe de suas pernas.
   Ela o ajudou, e eles tropeçaram em direção ao arco. Hazel olhou por cima, com mais cuidado desta vez. As nuvens se abriram apenas tempo suficiente para revelar o topo da montanha abaixo deles: a ponta de lança de pedra negra que se projetava a partir das encostas verdes cobertas de musgo. Parado no cume estava um deus da montanha - Jason os tinha chamado de ‘’Numina Montanum’’. Ou ‘’ourae’’, em grego. De qualquer maneira seria desagradável.
   Assim como todos os outros que eles tinham enfrentado, ele usava uma túnica branca simples sobre a pele tão áspera e escura como basalto. Tinha cerca de vinte metros de altura e era extremamente musculoso, com um cabelo branco esvoaçante, barba desgrenhada e um olhar selvagem em seus olhos, como um eremita louco. Ele gritou algo que Hazel não entendia, mas, obviamente, não era acolhedor. Com as próprias mãos, ele arrancou outro pedaço de rocha de sua montanha e começou a fazer bolas de ‘’rocha’’.
   A cena desapareceu na neblina, mas quando o deus da montanha rugiu de novo, outro ‘’Numina Montanum’’ respondeu à distância, suas vozes ecoando pelos vales.
   "Deuses de pedra estúpidos!" Leo gritou da frente.
   "Essa é a terceira vez, que eu estou tendo que substituir o mastro! Você acha que eles crescem em árvores?"
Nico franziu a testa.
   "Os mastros são de árvores!"
   "Isso não vem ao caso!" Leo pegou um de seus controles, um júri fraudado do Nintendo WII , e girou em círculos. Alguns pés de distância, um alçapão se abria no deck. Um canhão de bronze celestial rosa. Hazel só teve tempo de cobrir seus ouvidos antes de serem descarregados no céu, espalhando uma dúzia de esferas de metal cobertas por fogo verde. As esferas subiam em picos no ar, como lâminas de helicóptero, e desapareceram na névoa.
   Um momento depois, uma série de explosões acontecia através das montanhas, seguidas pelos barulhos indignados dos deuses da montanha.
   "Ha!" Leo gritou.
  Infelizmente, Hazel adivinhou, a julgar por seus dois últimos encontros, que a mais nova arma de Leo tinha apenas irritado o ‘’Numina’’. Outra pedra foi arremeçada pelo ar e fora parar ao seu lado dentro do navio.
   Nico gritou: "Tire-nos daqui!".
   Leo murmurou alguns comentários pouco lisonjeiros sobre  ‘’Numina’’, mas virou o mastro. Os motores cantarolaram, os aparelhos mágicos foram amarrados, e o navio
subiu. O Argo II pegou velocidade, indo para noroeste, como vinha fazendo nos últimos dois dias.
   Hazel não relaxou até que eles estivessem longe das montanhas. O nevoeiro se dissipou. Abaixo deles, o sol da manhã iluminava o campo italiano, de colinas verdes e os campos dourados não muito diferentes daqueles do norte da Califórnia. Hazel quase podia imaginar que ela estava navegando para casa, para o Acampamento Júpiter.
    O pensamento pesava em seu peito. O Acampamento Júpiter só tinha sido sua casa por nove meses, uma vez que Nico havia trazido ela de volta do submundo. Mas ela perdera mais de sua cidade natal de New Orleans, e, definitivamente, mais do Alaska, onde ela morreu em 1942.
    Ela perdeu seu beliche na Quinta coorte. Ela perdeu jantares no refeitório, os espíritos de vento mexendo pratos com pensamento no ar e legionários brincando sobre os jogos de guerra. Ela queria passear pelas ruas da Nova Roma, de mãos dadas com Frank Zhang. Ela queria experimentar ser apenas uma garota normal, pelo menos uma vez, com um namorado doce, carinhoso e real.
Acima de tudo, ela queria se sentir segura. Ela estava cansada de se sentir assustada e preocupada o tempo todo.
   Ela estava no tombadilho, quando Nico pegou as lascas do mastro de seus braços e Leo os botões perfurados no console do navio.
"Bom, já passou," Leo disse. "Devo acordar os outros?"
   Hazel estava tentado a dizer que sim, mas os outros membros da tripulação tinham tomado o turno da noite e tinham ganhado o seu descanso.
   Eles estavam exaustos por defender o navio. Nas ultimas horas, parecia que alguns monstros tinham decidido que o Argo II parecia uma saborosa refeição.
   Algumas semanas atrás, Hazel não teria acreditado que alguém sofreria através de um ataque ‘’Numina’’, mas agora ela imaginava que seus amigos ainda estavam roncando abaixo no convés. Sempre que tinha uma chance de falhar, ela dormia como um paciente em coma.
   "Eles precisam de descanso", disse ela. "Nós vamos ter que descobrir outra maneira sozinhos.
   "Argh!" Leo fez uma careta para o seu monitor do Argo II. Sua camisa estava esfarrapada e tinha graxa na sua calça jeans, parecia que ele tinha acabado de perder uma luta matemática possuindo uma locomotiva (veículo ferroviário).
   Desde que Percy e Annabeth tinham caído no Tártaro, Leo estava trabalhando quase sem parar. Ele estava agindo com mais raiva e ainda mais desorientado do que o habitual.
   Hazel estava preocupada com ele. Mas parte ficou aliviada pela mudança. Sempre que Leo sorria e brincava, ele parecia muito com Sammy seu bisavô ...
   A primeira vez que Hazel teve um namorado em 1942.
   Ugh! Por que a vida tinha que ser tão complicada?
   "Tem outra maneira," Leo murmurou. "Você vê uma?"
   Em seu monitor brilhava um mapa da Itália. As montanhas dos Apeninos corria pelo mapa do país em forma de bota. Um ponto verde para o Argo II piscou, no lado ocidental da escala, algumas centenas de quilômetros ao norte de Roma. Seu caminho deveria ter sido simples. Eles precisavam chegar a um lugar chamado Épiro, na Grécia e encontrar um antigo templo chamado de Casa de Hades (ou Plutão, como os romanos o chamavam, ou como Hazel gostava de pensar nele: o pior pai ausente do mundo).
   Para chegar a Épiro, tudo o que tinham a fazer era ir direto para o leste sobre os Apeninos e ir do outro lado do Mar Adriático. Mas não foi bem isso que aconteceu. Toda vez que eles tentavam atravessar a coluna vertebral da Itália, os deuses da montanha atacavam.
   Nos últimos dois dias eles contornaram o norte, na esperança de encontrar uma passagem segura, mas sem sorte. Os ‘’Numina Montanum’’ eram os filhos de Gaia, deusa menos favorita de Hazel. Isso os fazia imimigos totalmente determinados. O Argo II não podia voar alto o suficiente para evitar os seus ataques, e até mesmo com todas as suas defesas, o navio não poderia atravessa-lo totalmente sem ser esmagado em pedaços.
   "A culpa é nossa", disse Hazel. "Nico e eu. O ‘’Numina’’ pode nos sentir".
   Ela olhou para seu meio-irmão. Desde que ele havia sido resgatado dos gigantes, ele tinha começado a recuperar sua força, mas ele ainda estava dolorosamente magro.
   Sua camisa preta e sua calça jeans pareciam estar pendurados por fora de seu esqueleto. Seus longos cabelos escuros emolduravam seus olhos encovados. Sua pele morena tinha virado um branco esverdeado doentio, como a cor da seiva da árvore. Em anos humanos, ele tinha apenas quatorze anos, apenas um ano a menos que Hazel, mas isso não conta toda a história. Como Hazel, Nico di Angelo era um semideus de outra era. Ele parecia exaltar energia antiga, dizendo que ele não pertencia ao mundo moderno.
   Hazel não o conhecia a muito tempo, mas ela entendeu, até mesmo compartilhou sua tristeza. Os filhos de Hades (Ou plutão) raramente tinham uma vida feliz. E, a julgar pelo que Nico havia dito na noite anterior, seu maior desafio ainda estava por vir, quando chegassem à casa de Hades, um desafio que ele implorou a ela para manter em segredo dos outros.
   Nico segurou o punho da espada de ferro Styx.
   "Espíritos da terra não gostam de crianças do submundo. Isso é verdade. Nós ficamos sob a pele deles. Mas eu acho que o ‘’Numina’’ poderia sentir este navio de qualquer maneira. Estamos levando o Athenas Parthenos. Essa coisa é como um farol mágico."
Hazel estremeceu, pensando na enorme estátua, que guardavam. Eles sacrificaram tanto, salvando-o da caverna em Roma, mas eles não tinham ideia do que fazer com ele. Até agora, a única coisa em que ele parecia ser bom era para alertar mais monstros de sua presença.
   Leo traçou o seu dedo para baixo no mapa da Itália.
   "Então, atravessando as montanhas estaremos fora. O problema é que percorreremos um longo caminho em qualquer dessas direções."
   "Nós poderíamos ir por mar," Hazel sugeriu. "Velejando ao redor da ponta sul da Itália."
   "É um longo caminho", disse Nico. "Além disso, nós não temos..." Sua voz falhou. "Você sabe. Nosso especialista no mar, Percy."
O nome pairava no ar como uma tempestade iminente.
   Percy Jackson, filho de Poseidon... Provavelmente o semideus que Hazel mais admirava. Ele salvou sua vida tantas vezes em sua busca para o Alasca, mas quando ele precisava de ajuda de Hazel em Roma, ela falhou com ele. Ela assistiu impotente, enquanto ele e Annabeth tinham mergulhado no tár... Hazel respirou fundo. Percy e Annabeth ainda estavam vivos. Ela sabia que em seu coração. Ela ainda poderia ajudá-los se pudesse chegar à Casa de Hades, se ela pudesse sobreviver ao desafio Nico tinha avisado a ela sobre...
   "E continuando ao norte?" Perguntou ela. "Tem que haver uma quebra nas montanhas, ou algo assim."
   Leo brincava com a esfera Archimedes de bronze que ele havia instalado no console -seu mais novo e mais perigoso brinquedo.
   Cada vez que Hazel olhava para aquela coisa, sua boca ficava seca. Ela temia que Leo girasse a combinação errada na esfera e acidentalmente ejetasse todos eles do deck, ou explodisse o navio, ou transformasse o Argo II em uma torradeira gigante.
  Felizmente, eles têm sorte. A esfera se transformou em uma lente de câmera e projetou uma imagem 3D das Montanhas Apeninos sobre o console.
   “Eu não sei - Leo examinou o holograma. - Eu não vejo nenhuma entrada para o norte. Mas eu gosto dessa ideia mais do que voltar para o sul. Eu estou cansado de Roma.”
   Ninguém argumentou. Roma não tinha sido uma boa experiência.
   “Tudo o que fizermos, - Nico disse - tem que ser com pressa. O tempo é importante, Annabeth e Percy estão no Tártaro..”.
   Ele não precisou concluir. Eles tinham de torcer para que Percy e Annabeth sobrevivam tempo suficiente para encontrar o Tártaro do lado das Portas da Morte. Em seguida, assumindo o Argo II se eles forem capazes de chegar à Casa de Hades, eles podem ser capazes de abrir as portas no lado mortal, salvar seus amigos, e selar a entrada, parando as forças de Gaia de reencarnar no mundo mortal, mais e mais vezes. Sim... nada poderia dar errado com aquele plano.
   Nico fez uma careta para o campo italiano abaixo deles.
   “Talvez devêssemos acordar os outros. Essa decisão afeta todos nós.”
   “Não - Hazel disse - Nós podemos encontrar uma solução.”
   Ela não sabia por que se sentiu confiante sobre isso, mas desde que eles deixaram Roma, a equipe começou a perder a coesão. Eles estavam aprendendo a trabalhar em equipe. Então bam... os dois membros mais importantes caíram no Tártaro. Percy tinha sido seu suporte principal. Ele deu-lhes confiança enquanto navegavam o Atlântico e dentro do Mediterrâneo. Quanto a Annabeth ela tinha sido de fato a líder da missão. Ela recuperou o patrono de Atena sozinha. Ela a menor dos sete, mas a única com as respostas. Se Hazel acordasse o resto da equipe toda hora eles teriam um problema, eles acabariam discutindo novamente, e ela ia se sentindo cada vez mais desesperada.
   Ela tinha que fazer Percy e Annabeth sentir orgulho dela. Ela tinha que tomar a iniciativa. Ela não poderia confiar que seu único papel nessa busca seria Nico advertindo ela de remover o obstáculo esperando por eles na Casa de Hades. Ela deixou o pensamento de lado.
   “Nós precisamos pensar em mais coisas criativas -Ela disse- Outro caminho para atravessar essas montanhas, ou um caminho para nos esconder dos ‘’numina’’.”
Nico suspirou
   - Se eu estivesse no meu território, eu poderia viajar pela sombra. Mas não vai funcionar com um navio inteiro. E honestamente, eu não estou certo se tenho força para me transportar mais.
   “Eu poderia talvez usar meu equipamento de camuflagem” Leo disse “como uma cortina de fumaça para nos esconder nas nuvens.”
Ele não soava muito entusiasmado.
   Hazel olhou para a terra, pensando sobre o que estava por baixo dela, o reino de seu pai, deus no Mundo Inferior. Ela só tinha conhecido Plutão uma única vez, e ela não tinha percebido quem ele era. Ela certamente nunca tinha recebido ajuda dele, não enquanto ela estava viva da primeira vez, não durante seu tempo como espirito no Mundo Inferior, não desde que Nico tinha trago ela de volta ao mundo com vida.
   Tânatos, servo de seu pai, deus da Morte, tinha dito que Plutão poderia estar fazendo um favor em ignorar ela. Depois de tudo, ela não deveria estar viva. Se Plutão tomar conhecimento dela, ele pode ter que devolvê-la para a terra dos mortos.
   O que significava que chamar Plutão seria uma péssima ideia. E assim mesmo... Por favor, pai, ela encontrou sua oração. Eu tenho que achar um caminho para seu templo na Grécia, A Casa de Hades. Se você está aí embaixo, me mostre o que fazer.
   No topo do horizonte, um tremeluzir capturou seus olhos, alguma coisa pequena e bege correndo sobre os campos numa velocidade incrível, deixando um caminho de vapor/fumaça, como um jatinho.
Hazel não poderia acreditar nisso. Ela não tinha esperanças, mas tinha que ser...
   “Arion”
   “O quê?” Nico perguntou.
   Leo soltou um grito feliz como a nuvem que se aproximava.
   “Cara, é seu cavalo! Você o perdeu durante esse tempo todo. Nós não temos visto ele desde Kansas!”
   Hazel riu, a primeira vez que ela riu em dias. Ela se sentiu tão bem em ver seu velho amigo. Cerca de um quilômetro do norte, o pequeno ponto bege circulou uma colina e parou no topo. Ele estava com dificuldade, mas quando o cavalo empinou e relinchou, o som guiou todo o caminho para o Argo II. Hazel não tinha dúvida, esse era Arion.
   -Nós temos de cumprimentá-lo-ela disse- Ele está aqui para ajudar.
  “Sim, certo” Leo riscou sua cabeça “Mas, hum, nós conversamos sobre não aterrissar o navio mais no chão, lembra? Você sabe, com Gaia esperando para nos destruir”.
   “Deixe me chegar perto, e eu vou usar a escada rolante.”
   O coração de Hazel estava batendo forte.
   -Eu acho que Arion quer me dizer alguma coisa."

 O que achou, querida jujuba? Eu ainda não li, vou ler quando chegar em casa. Mas enfim, eu andei procurando algumas coisas sobre ente capítulo no Site oficial de Os Heróis do Olimpo e também no Site oficial "Rick Riordan" e não achei simplesmente n-a-d-a!
 Superamos.
 O que deu para notar é a narrativa em terceira pessoa de Hazel Levesque. O que nos lembra de algumas suposições que alguns fãs estavam fazendo (like me) de que "A Casa de Hades" mostraria os dois lados da história, o de Percy e Annabeth no Mundo Inferior, e dos outros cinco semideuses na Grécia.
 Por enquanto era isto jovem semideus, "E que a sorte esteja sempre a seu favor";
  
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-Sadie, filha de Júpiter-



                                                                                                                  
fonte: Mafia dos Livros Oficial
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